Ainda não começámos a pensar
                                               We have yet to start thinking
 Cinema e pensamento | On cinema and thought                                                                              @ André Dias

Filmes ‘menores’ em Abril


Kohayagawa-ke no aki /
O Outono da família Hayagawa
Yasujiro Ozu

1961, 98’
História permanente do cinema

(prog. Antonio Rodrigues)
Sáb, dia 10, 19h
Cinemateca*, Lisboa


We can’t go home again
Nicholas Ray

1971, 93’
História permanente do cinema
Sáb, dia 10, 22h – Cinemateca


Zabriskie Point
Michelangelo Antonioni
1970, 110’
5ª, dia 15, 21h30 – Cinemateca


Gerry
Gus Van Sant
2003, 103’
6ª, dia 16, 21h30 – Cinemateca


The misfits
John Huston
1961, 124’
2ª, dia 19, 21h30 – Cinemateca


Eika Katappa
Werner Schroeter

1969, 130’
2ª, dia 19, 22h – Cinemateca


Magnificent obsession
Douglas Sirk

1954, 108’
6ª, dia 23, 15h30 – Cinemateca


My way home
Bill Douglas
1978, 71’
“Fórum” de Berlim 40 anos
IndieLisboa 2010
6ª, dia 23, 21h45 e
2ª, dia 26, 15h – Culturgest
última parte da Trilogia a projectar

Lian lian feng chen /
Poeira no vento

Hou Hsiao-Hsien

1987, 109’
“Fórum” de Berlim 40 anos
IndieLisboa 2010
Sáb, dia 24, 18h30 – Culturgest


Sauve qui peut (la vie)
Jean-Luc Godard

1980, 97’
“Fórum” de Berlim 40 anos
(escolha de Angela Schanelec)
IndieLisboa 2010
Sáb, dia 24, 21h30
2ª, dia 26, 15h15
City Classic Alvalade 1, Lisboa


D’Est
Chantal Akerman
1993, 110’
“Fórum” de Berlim 40 anos
IndieLisboa 2010
3ª, dia 27, 15h
Culturgest, Lisboa


L'hypothèse du tableau volé
Raúl Ruiz
1979, 66’
3ª, dia 27, 19h
Cinemateca, Lisboa


Orly
Angela Schanelec
2010, 84’
IndieLisboa 2010
3ª, dia 27, 21h45
City Classic Alvalade 3


The exorcist
William Friedkin
1973, 120’
4ª, dia 28, 15h30
Cinemateca


Ruhr
James Benning

2009, 120’
IndieLisboa 2010
Sáb, dia 1 de Maio, 21h15
Londres 2, Lisboa
cf. «The act of seeing,
synthetically»* (Matthew Flanagan)

Tulitikkutehtaan tyttö /
A rapariga da fábrica
de fósforos

Aki Kaurismäki

1990, 68’
“Fórum” de Berlim 40 anos
IndieLisboa 2010
Dom, dia 2 de Maio, 18h30
Londres 1


Kasaba
Nuri Bilge Ceylan

1997, 85’
“Fórum” de Berlim 40 anos
IndieLisboa 2010
Dom, dia 2 de Maio, 21h45
City Classic Alvalade 3


[apenas filmes vistos, sem repetições, em suportes originais]

Ao pé da letra #88 (António Guerreiro)

Sobre a relação da classe e da multidão com os líderes

«Há uma dramaturgia passional na eleição e na destituição dos líderes do PSD que não se verifica em nenhum outro partido. Podemos ver aí uma prova de que se trata de um partido formado por uma multidão informe, sem o princípio unificador da ideologia e da classe. Aquilo que une a classe é a solidariedade (no sentido que a palavra tem no discurso político de esquerda e não no sentido humanista ou cristão): e o que a define é a ‘consciência de classe’, o que significa a consciência da sua situação histórica e não da sua psicologia. Já relativamente às massas, podemos fazer apelo à psicologia, contando, aliás, com a caução de um clássico da psicologia social: Gustave Le Bon.

As massas que alimentaram os fascismos, e que estes manipularam, têm necessidade de um chefe, de um líder, que, na sua expressão última e extrema, é um Führer. O líder de que a multidão partidária do PSD anda sempre à procura não se confunde com o líder grotesco dos fascismos. Não só porque o ‘povo’ do PSD não é o ‘povo’ dos fascismos mas também porque a influência, a relação entre a massa e o seu líder é agora recíproca. E este líder deve submeter-se à máquina partidária como uma presa.»

António Guerreiro, «Ao pé da letra», Expresso-Actual, 27.3.2010.

Ao pé da letra #87 (António Guerreiro)

Sobre uma figura nova, sexo-criminal: o pedófilo  
«Numa recente crónica no Público, a propósito dos casos de pedofilia que estão a pôr a Igreja Católica em causa, Paulo Varela Gomes sublinhava esta verdade elementar: é uma constante a utilização sexual das crianças em seminários, internatos, orfanatos, etc. Novo é só o facto de se ter começado a falar nisso. Como é que se iniciou recentemente esta “vontade de saber”? Os factos começaram a vir à luz do dia, porque se construiu uma figura nova, sexo-penal, que não existia: o pedófilo. Dito de outra maneira, assistimos nestes últimos anos à criminalização e à absoluta rejeição moral de uma prática sexual que antes não era objecto de nomeação e criámos a partir dela uma tipologia de indivíduos que não existia. 

Algo que se tornou entretanto repugnante podia, até há pouco tempo, ser descrito como belo e virtuoso. Leia-se um livro editado em França, em 1980, de um escritor já morto, chamado Tony Duvert (L'enfant au masculin, na mais que respeitável editora Minuit), para perceber que aquilo que hoje sabemos de maneira tão evidente era desconhecido, porque não era objecto de um discurso, não tinha nome, não suscitava perguntas. Nem aos sexólogos nem aos criminólogos.» 

António Guerreiro, «Ao pé da letra», Expresso-Actual, 20.3.2010.

Ao pé da letra #86 (António Guerreiro)

Sobre as regras da incompatibilidade 
«Há uma antiga lei não escrita das incompatibilidades que estás a deixar de vigorar. Por exemplo, um escritor não fazia publicidade aos seus próprios livros, deixava que outros a fizessem por si. O recato e a sobriedade podiam dar lugar à exuberância transgressiva, mas mantinham-se como referência. Aquilo que nos pode parecer um puritanismo tinha uma razão funda: era necessário defender a autonomia da obra, mesmo que fosse contra o próprio autor. E defender a sua autonomia era impedir que circunstâncias exteriores biográficas e extraliterárias a desviassem.

Mas hoje até já podemos ver a fotografia de um escritor (José Eduardo Agualusa) com um bebé ao colo a promover um livro de crónicas sobre a experiência de ser pai. É certo que o género da crónica admite, por definição, outras contaminações. Mas a utilização, para efeitos publicitários, da imagem de um bebé e da intimidade paterna faz apelo a algo demasiado primário que devia ser incompatível com as representações de um escritor. E há também razões estéticas, pois aquela foto não diz outra coisa senão isto: “Como é belo e comovente um pai-escritor com o seu bebé ao colo.”»

António Guerreiro, «Ao pé da letra», Expresso-Actual, 13.3.2010.

Última aula do Professor José Gil



A formação da linguagem artística e a filosofia
José Gil

Conferência, dia 10 de Março de 2010, 16-20h
Auditório I, Torre B, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Avenida de Berna, 26 C, Lisboa

«José Gil é um dos autores mais lidos e comentados dos últimos anos. Professor do Departamento de Filosofia da FCSH durante as últimas décadas, influenciou sucessivas gerações de estudantes.
Dará a sua última lição, certamente um momento marcante do nosso ano académico, sobre a formação da linguagem artística e a filosofia. Convidamos todos a estar presentes.»

Ao pé da letra #85 (António Guerreiro)

Sobre o mito do escritor e o seu direito ao prosaísmo 
«Todos os anos, em Fevereiro, por via das Correntes D'Escritas, a Póvoa do Varzim torna-se uma reserva exótica de ‘vida literária’. Das reportagens do acontecimento, podemos deduzir que a cidade se transforma, durante quatro dias, num parque temático. O tema é nobre: a literatura; nobres são também, da categoria outrora designada como ‘homens de espírito’, os que povoam o parque: os escritores. Mas, nas descrições do acontecimento, o que aparece sublinhado são as actividades prosaicas desta corporação de espíritos, o modo como se entregam, com excepcional talento e sentido do espectáculo, a habilidades mundanas.

Dir-se-ia que as questões diletantes que lhes são propostas para discutir (do tipo “O poeta é um predador”, ou “Escrevo para desiludir com mérito”) são prolongamentos da arte do lazer, exibida publicamente não como quem desce do pedestal mas como quem nele se ergue ainda mais alto. Em tempos, Barthes explicou tudo isto numa das suas mitologias, “O Escritor em Férias”, onde mostrava que o estatuto de prestígio que a sociedade concede ao escritor — o mito do escritor — se reforça nesta “aliança espectacular de tanta nobreza e tanta futilidade”.»

António Guerreiro, «Ao pé da letra», Expresso-Actual, 6.3.2010.

Não é com guardanapos que se apanham as migalhas. | Ce n’est pas avec des serviettes qu’on ramasse les miettes (Marguerite Duras)




«Perguntaram-me: “Porque escolheste a Moreau?”. E eu disse: “Repara como ela levanta a mesa”. Só uma grande actriz pode levantar uma mesa assim. Bosè está tomada pela infelicidade, já não sabe como se faz. Mas a diferença entre a Bosè e a Jeanne é que a Jeanne sabe, a Jeanne vai sempre saber. É fabuloso o que ela faz no fim. Com as migalhas. [...] Penso que a Lucia Bosè, na sua vida, teve bastantes criadas para tudo, e governantas. Enquanto que a Jeanne, nunca. Ou tarde na vida, talvez. / (Som do filme) / Ela faz coisas inúteis, ali, a Bosè. Olha. Primeiro ela engana-se, não é com guardanapos que se apanham as migalhas. Ela vai para a cozinha apenas com dois copos e uma taça. Ela não sabe o que levar, sai com isso. Jeanne, ela, ela leva todos os pratos juntos.»

«On m’a dit : “Porquoi as-tu pris Moreau?”. Et j’ai dit : “Regardez comment elle dessert la table”. Seule une grande actrice peut desservir un table comme ça. Bosè est en proie au malheur, elle ne sait plus comment on fait. Mais la différence entre Bosè et Jeanne, c’est que Jeanne sait, que Jeanne le saura toujours. C’est fabuleux ce qu’elle fait à la fin. Avec les miettes. [...] Je pense que Lucia Bosè, dans la vie, a eu beaucoup de bonnes à tout faire, et des gouvernantes. Tandis que Jeanne, jamais. Ou tard dans la vie, peut-être. / (Son du film) / Elle fait des choses inutiles, là, Bosè. Regardez. D’abord elle se trompe, ce n’est pas avec des serviettes qu’on ramasse les miettes. Elle s’en va dans la cuisine avec seulement deux verres et une tasse. Elle ne sait pas quoi prendre, elle sort avec ça. Jeanne, elle, elle prend toutes les assiettes ensemble.»

Marguerite Duras,
in «Nathalie Granger», La couleur des mots. Entretiens avec Dominique Noguez (1984), Benoît Jacob, Paris, 2001, p. 46.

Call for papers: On the Irreducibility of Visibilities to Statements (Visible Evidence XVII)
Visible Evidence, the ambulatory international conference on documentary, will hold its 17th edition at Bogazici University in Istanbul, Turkey, from 9-12 August 2010. Hosted by docIstanbul, a non-profit training, research, policy and networking center focusing on documentary film at Bogazici University, Visible Evidence XVII marks the first time that the preeminent documentary studies conference takes place in Turkey, or for that matter, anywhere in the ‘Middle East’.




On the Irreducibility of Visibilities to Statements: Documentary Approaches to the Audiovisual Archive
Visible Evidence XVII conference panel
orgs. André Dias, Susana Duarte / Universidade Nova de Lisboa

Documentary film constitutes a privileged archeological practice for understanding the orders of experience in a given historical moment. But within these orders, as Foucault pointed out, “what we see never lies in what we say, and vice-versa”. This incommensurability between ‘visibilities’ and statements was explicitly put forward by both Deleuze’s reading of Foucault’s archeology of knowledge/genealogy of power and the problematic of cinema. Further theoretical developments by John Rajchman, David Rodowick and Tom Conley of the above intuition didn’t manage to completely account for the specific position of cinema, and especially documentary, within this problematic. In fact, we are lacking a philosophical ‘foundation’ of the audiovisual archive’s emergence that would bring documentary to a different level of intelligibility. The proliferation of these disjunctions in contemporary documentaries – like the interpenetration of institutions by speech and technological and architectonic structures in Wiseman’s series, or the detailed archeological analysis of media and technologies by Farocki, or Lanzmann’s ‘dispositif’ relying almost solely on spoken testimonies, or Rithy Panh’s articulation of gestures and testimonies which create paradoxical spaces, etc. – are very significant cases of world ‘framings’ that, each in their own way, through the exteriorization of the sayable regarding the seeable and vice-versa, and through their confrontation within a given epoch, give us a mode of manifestation and an exile to reality’s richness and ambiguity as well as an access to the complex strata that composes it. All this amounts finally to a function of documentary that cannot be neglected, providing the visibilities lacking in so many technological, juridical and political statements that surround us, and thus constructing ‘monuments’ against the more circumscribed archival of experience. This panel welcomes contributions that further develop this connection between documentary film and the problem of the irreducibility of visibilities to statements.

Call for panel-specific paper proposals deadline: 12 March 2010
If you are interested in participating in the Conference, send a paper proposal directly to the chair(s) of the panel – André Dias and/or Susana Duarte – by March 12th. The panel chairs will confirm line-ups and notify the conference committee by March 19th.

Filmes ‘menores’ em Março


Estate violenta
Valerio Zurlini

1961, 135’
Rever Valerio Zurlini
(prog. Luís Miguel Oliveira)
2ª, dia 1, 21h30
Cinemateca*, Lisboa


Winchester 73
Anthony Mann

1950, 90’
Grandes secundários:
Shelley Winters
5ª, dia 4, 15h30 – Cinemateca


Agatha ou les lectures ilimités
Marguerite Duras
1981, 90’
Marguerite Duras - A cor da palavra
5ª, dia 4, 19h
6ª, dia 5, 19h30 – Cinemateca


Le navire Night
Marguerite Duras
1978, 94’
Marguerite Duras - A cor da palavra
5ª, dia 4, 22h – Cinemateca


The portrait of Jennie
William Dieterle
1948, 83’
6ª, dia 5, 19h – Cinemateca



Mahanagar / A grande cidade
Satyajit Ray

1963, 130’
História permanente do cinema
(prog. Antonio Rodrigues)
Sáb, dia 6, 19h – Cinemateca


Les enfants
Marguerite Duras

1984, 90’
Marguerite Duras - A cor da palavra
4ª, dia 10, 19h
2ª, dia 15, 19h30 – Cinemateca


Il deserto dei tartari
Valerio Zurlini
1976, 140’
Rever Valerio Zurlini
2ª, dia 15, 21h30
5ª, dia 18, 22h – Cinemateca


L’amour l’après-midi
Eric Rohmer
1972, 97’
4ª, dia 17, 19h – Cinemateca



La prima notte di quiete
Valerio Zurlini
1972, 130’
Rever Valerio Zurlini
4ª, dia 17, 22h – Cinemateca



Gone to earth
Michael Powell, Emeric
Pressburger

1950, 110’
5ª, dia 18, 21h30 – Cinemateca


4 aventures de Reinette
et Mirabelle

Eric Rohmer

1987, 95’
3ª, dia 30, 19h
4ª, dia 31, 22h – Cinemateca
[o meu Rohmer preferido]

Dodes’ ka-den
Akira Kurosawa
1970, 140’
4ª, dia 31, 19h – Cinemateca


L’arbre, le maire et
la médiathèque

Eric Rohmer

1993, 105’
4ª, dia 31, 19h30 – Cinemateca


[apenas filmes vistos, sem repetições, em suportes originais]

Ao pé da letra #84 (António Guerreiro)

Sobre a ética, a polícia e a política 
«As “comissões de ética” da Assembleia da República são um exemplo flagrante de que a ética se tornou uma ideologia — mas uma ideologia que trabalha a favor da negação da política. Esta vigilância exercida em nome de uma ética no comportamento dos políticos pode ter a melhor das intenções, apresentar-se com as mais virtuosas roupagens, mas não deixa de ser a manifestação eloquente de um estado de coisas em que a regra (quase um ideal) é a despolitização. De tal modo que até a Assembleia da República, que deveria ser o lugar por excelência da disputa política, se dotou dos seus dispositivos de regulação ética e produtores de consenso.

Destinados a detectar desvios éticos, eles concorrem para a anulação do pensamento político. Há uma dicotomia moderna — o par polícia/política — sem a qual dificilmente entendemos o que se passa hoje. O que se apresenta sob o nome de política releva antes do domínio da polícia. E a referência à ética surge com tanta frequência porque, na verdade, são as acções próprias da polícia que ocuparam o lugar da política.»

António Guerreiro, «Ao pé da letra», Expresso-Actual, 27.2.2010.


[cf. «Polícia e política» (Jacques Rancière).]

Ao pé da letra #83 (António Guerreiro)
«Sobre jornalistas, professores e editores
Esta discussão sobre a liberdade de expressão incide sobre o jornalismo como instrumento de socialização do saber e da informação e órgão de formação colectiva de uma opinião pública racional. Mas omite que a liberdade de expressão é um factor dependente de outras instâncias fundamentais, nomeadamente a editoria (de livros e revistas), a escola e a universidade. Que relativamente ao jornalismo sejam lançados tantos avisos de carácter de urgência e se esqueça o que se passa com as outras duas instâncias – isso, sim, devia ser um sinal de alarme e visto como uma prova de que a liberdade de expressão e de informação não está plenamente garantida, não por efeito da censura mas de outros mecanismos coercivos.

A degradação da instância editorial, tão evidente em Portugal, segue as vias do jornalismo publicitário; e ambos têm a mesma causa que a deslegitimação da universidade, condicionada pelo pragmatismo económico, social e cultural. Daí, o destino comum que une hoje professores universitários, editores e jornalistas: todos foram destituídos da autonomia intelectual que era, desde o Iluminismo, o fundamento das suas actividades.»

António Guerreiro, «Ao pé da letra», Expresso-Actual, 20.2.2010.

“Jaime”, o inesperado no cinema português (entrevista a António Reis por João César Monteiro)












Entrevista a António Reis por João César Monteiro, «“Jaime”, o inesperado no cinema português», Cinéfilo n.º 29, 20-26 de Abril de 1974 [!!!].

JAIME de António Reis Portugal, 1974, 35’
TRÁS-OS-MONTES de António Reis e Margarida Cordeiro Portugal, 1976, 100’
com os habitantes de Bragança e Miranda do Douro

4ª, dia 17, 22h – Cinemateca, Lisboa

[Cf. ficheiro pdf da digitalização desta entrevista; cf. o excelente blogue-arquivo de António Neves sobre a obra de António Reis, onde se encontra a sua versão transcrita.]


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