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Ao pé da letra #41 (António Guerreiro) «O demónio da fraseologia tem efeitos perversos De Hannah Arendt, por mediação jornalística, chega até nós, em ocasiões favoráveis, muita “banalidade do mal”. A última ocasião maligna foi oferecida pelo austríaco Josef Fritzl. Banalizadas e quase sem mal, a noção de Arendt e toda a fraseologia que geralmente a acompanha já só nos conseguem fazer pensar que também há, em larga escala, uma banalidade do bem – o demónio da reversibilidade está sempre à espreita. Ao utilizar essa noção, a filósofa alemã estava a deslocar o conceito kantiano de “mal radical”. | Tendo assistido ao julgamento de um funcionário nazi, Arendt chegara à conclusão de que os actos eram monstruosos mas o responsável por eles era completamente vulgar, igual a toda a gente, sem nada de demoníaco, mais caracterizado pela falta de pensamento do que pela estupidez. Utilizando o qualificativo “banal” onde todos esperavam ver “radical” (e, desse modo, dando origem a uma enorme polémica), H. Arendt entendeu que “radical” é o que tem a ver com a profundidade das raízes, da vontade perversa e da maldade essencial das paixões. O que não era o caso daquele medíocre chamado Eichmann. E quanto a Josef Fritzl?» António Guerreiro, «Ao pé da letra», Expresso-Actual, 28.3.2009. |
Kunst der Vermittlung Aus den Archiven des Filmvermittelnden Films Art of Commenting From the Archives of Movie-Commenting Movies http://kunst-der-vermittlung.de The project of »Entuziam e.V. Freunde der Vermittlung von Film und Text«, which is funded by the German »Kulturstiftung des Bundes« and the »Bundeszentrale für Politische Bildung«, deals with the tradition and actual state of audiovisual tools and films and works of art for analysing cinema's history and aesthetics. We try to collect, portray and list films commenting on films and make available as much information as possible. In addition we have prepared 13 programmes in Vienna, Berlin, Cologne and Bremen with film-commenting movies and with international guests who are working in this field as authors, directors, producers, critics. The guests include Alain Bergala, Gustav Deutsch , Jean Douchet, Harun Farocki, Tag Gallagher, Alexander Horwath and many others. We are mainly focussed on five modes of production and distribution: – »Television«, which has, at least here in Germany and its strong PBS realm, a long tradition of producing movie-commenting movies, beginning in the 60's up till the now. – »Art« where from the beginning of the modernist movement movies like Bruce Connor's »A Movie« deal with film and it modes of production and representation. This includes »material«-movies as well as found-footage pieces. – »DVD« and its diverse practices of re-presenting existing material and also since the end of the 90ies producing supplementary films (bonus, featurette, interviews, slide-shows, audio-commentary tracks, etc.). – »Internet« and the practice of »user generated content«, distributed through platforms like »youtube« and »vimeo«, containing a wide range of aesthetic approaches. – »Education«, which was and is, at least in France, a major force for the production of film-commenting films. For example directors like Jean Eustache, Marc Allegret and Eric Rohmer made films about french film history during the 60ies, Jean Douchet directed movies about classic movies during the 80ies and critics like Alain Bergala are responsible for a wide range of analytical and educational movies distributed through DVDs from the end of the 90ies up till now. Through the means of a cross-referencing filmography we want to show and expand the possibilites of artistic approaches, research and education on film-history and aesthetics. Since we are only at the start of working on this kind of filmography the results are fairly small up till now. Our next three programmes in Berlin are about – experimental movies on movies (with Dirk Schaefer) on March 27 at Kino Arsenal, Berlin: Bruce Conner: A MOVIE USA 1958 Standish Lawder: COLOR FILM USA 1971 Abigail Child: COVERT ACTION USA 1984 Matthias Müller, Christoph Girardet: PHOENIX TAPES, »Bedroom« chapter GB/D 1999 Peter Tscherkassky: INSTRUCTIONS FOR A LIGHT AND SOUND MACHINE AUS 2005 Dirk Schaefer: VORFÜHRKOPIE D 2007 – internet-related forms of production and distribution (with Sebastian Lütgert from Berlin and Kevin B. Lee from NYC) and – film history (with Tag Gallagher). At the end of the project in July there will be a program with Jean Douchet from Paris. |
Ao pé da letra #40 (António Guerreiro) «O Dia Mundial da Poesia é uma invenção divertida Hoje, 21 de Março, é o Dia Mundial da Poesia. Esta data comemorativa está para as coisas da poesia como o Movimento Nacional Feminino estava para o teatro de operações da guerra colonial: é uma manifestação de voluntarismo e boa vontade que não interfere no curso dos acontecimentos. Sendo inócua, comporta no entanto o risco de insinuar que a poesia é uma causa que é preciso defender através dos meios da promoção cultural. | Ora, ao contrário do que parece à primeira vista, a poesia está muito mais protegida das actuais circunstâncias adversas do que, por exemplo, o romance. O romance como género literário tornou-se vítima do seu próprio sucesso e ficou enredado nas estratégias fatais da indústria editorial. Tudo é como sempre foi: há bons romances e maus romances; há boa poesia e má poesia. Mas o que é hoje diferente é a produção parasitária com que tem de se defrontar aquilo a que se chama ‘ficção’ nos suplementos literários. Um exemplo eloquente desta hipertrofia é a caracterização ad hoc que, para efeitos de recensão e divulgação, faz de tudo o que não é romance algo para o qual só há uma definição negativa: ‘não-ficção’.» António Guerreiro, «Ao pé da letra»,Expresso-Actual, 21.3.2009 [na mesma edição, um outro artigo mais longo sobre «A hipótese comunista». |
Ao pé da letra #39 (António Guerreiro) «A diferença entre cultura e natureza é insolúvel Na discussão sobre os casamentos homossexuais emerge constantemente a velha e insolúvel oposição entre natureza e cultura. De um lado, estão os que tentam encontrar uma lei natural, uma determinação da natureza, a-histórica, enquanto razão última de instituições e comportamentos; do outro, os que identificam como construção cultural e social (e, portanto, ideológica) aquilo onde os outros só vêem natureza. | Podemos mesmo dizer que passa por aqui a linha de fronteira mais marcada entre um pensamento de direita (fixado em fundamentos naturais) e um pensamento de esquerda (que pretende dismistificar e pôr em relevo os processos culturais). Invocar a ciência para resolver algumas questões não ajuda nada, como sabemos pela politização da biologia no século XX (nomeadamente a que foi realizada pelos nazis). E se a diferença entre homem e mulher é, no fundo, a matriz de todas as diferenças, quando passamos para noções como ‘masculino’ e ‘feminino’ já estamos no campo ideológico das convenções e das aprendizagens, como a história dos costumes não pára de nos ensinar. E se o sexo, seja ele homo ou hetero, não tivesse nunca nada de natural?» António Guerreiro, «Ao pé da letra»,Expresso-Actual, 14.3.2009. |
Una donna / fa paura / per pensare
Sáb, dia 14, 21h30 - Culturgest a realizadora falará no início da sessão sobre os seus projectos e filmes mais recentes
Giovanna Marini, «Ulrike Meinhof» in Correvano coi carri, Ala Bianca, 1979
Ao pé da letra #38 (António Guerreiro) «Há livros que aparecem como uma fraude editorial Uma cláusula de prestígio e beneficência –ainda não completamente extinta, por inércia – protege os livros e a edição. No entanto, é preciso começar a contar cada vez mais com os livros que se apresentam ao leitor como uma fraude editorial. Um exemplo: A obra aberta que acaba de sair na Difel. Trata-se de um livro do núcleo mais duro e científico de Umberto Eco, de uma época em que o autor era um glorioso expoente da semiótica e da narratologia. | Este livro para universitários iniciados na linguística e na ciência do texto narrativo aparece ao leitor com uma capa que mente ao leitor por todos os lados: nos códigos gráficos, que remetem para uma outra espécie bibliográfica (o nome do autor muito ampliado, em letras verde-prateadas em relevo); na inscrição de uma frase, na capa, retirada do Diário de Notícias: “Uma obra-prima estimulante e inovadora, fundamental para a reflexão e compreensão da realidade em que vivemos.” Esta “obra-prima” não é absolutamente nada do que aqui se diz, não se destina a um público universal como se sugere e tem uma história que torna ridículo e fraudulento querer caucioná-la com citações de jornais.» António Guerreiro, «Ao pé da letra»,Expresso-Actual, 7.3.2009. |
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Raros filmes de Março
![]() Okaasan / A mãe Mikio Naruse 1952, 98’ Finalmente Naruse! 3ª, dia 10, 22h Cinemateca*, Lisboa | ![]() Marnie Alfred Hitchcock 1964, 129’ 4ª, dia 11, 15h30 – Cinemateca | ![]() Mouchette Robert Bresson 1967, 82’ 5ª, dia 12, 19h – Cinemateca | ![]() Das Glück meiner Schwester / A sorte da minha irmã Angela Schanelec 1995, 81’, 35mm A crueldade depois do teatro Os filmes de Angela Schanelec* (prog. André Dias) 5ª, dia 12, 21h30 Culturgest, Lisboa com a presença da realizadora |
![]() Ich bin den Sommer über in Berlin geblieben / Passei o Verão em Berlim Angela Schanelec 1993, 49’, 35mm A crueldade depois do teatro 6ª, dia 13, 18h30 – Culturgest a realizadora falará no início da sessão sobre as suas influências e o seu percurso | ![]() Jaime António Reis 1974, 35’ 6ª, dia 13, 19h30 – Cinemateca | ![]() Plätze in Städten / Lugares nas cidades Angela Schanelec 1998, 117’, 35mm A crueldade depois do teatro 6ª, dia 13, 21h30 – Culturgest com a presença da realizadora | ![]() Mein langsames Leben / A minha vida lenta Angela Schanelec 2001, 85’, 35mm A crueldade depois do teatro Dom, dia 15, 18h30 – Culturgest |
![]() Paisà Roberto Rossellini 1946, 128’ 5ª, dia 19, 21h30 – Cinemateca | ![]() The man from Laramie Anthony Mann 1955, 104’ 6ª, dia 20, 21h30 5ª, dia 26, 19h30 – Cinemateca | ![]() Nashville Robert Altman 1975, 159’ História permanente do cinema Sáb, dia 21, 21h30 – Cinemateca | ![]() Ukigumo / Nuvens flutuantes Mikio Naruse 1955, 120’ Finalmente Naruse! 2ª, dia 23, 19h30 – Cinemateca |
![]() Letter from an unknown woman Max Ophuls 1948, 90’ História permanente do cinema Sáb, dia 28, 21h30 – Cinemateca | Nota I: Quando já pensava que esta rubrica estava condenada a desaparecer, devido à crescente escassez de “novos” filmes, eis que a Cinemateca programa porventura um dos seus melhores meses de sempre! Um Março fabuloso, do qual seleccionei para proveito pessoal imaginário, porque impossível de concretizar, quarenta e sete filmes! Nota II: Não se incluem, obviamente, os filmes de Lucrecia Martel, de resto interessantes, porque projectados em formatos mais do que duvidosos. Mas para quando a apregoada estreia? |
[apenas filmes vistos, sem repetições, em formatos originais]
Ao pé da letra #37 (António Guerreiro) «O estetismo é tão pernicioso como a censura Devemos a Robbe-Grillet esta definição: “A pornografia é o erotismo dos outros”. O escritor francês aniquilava assim uma distinção que sempre serviu para sossegar as boas consciências. A propósito do episódio policial que levou à apreensão de alguns exemplares de um livro que reproduzia na capa um quadro de Courbet, “A Origem do Mundo”, há algo de muito mais interessante para ser pensado do que a tentativa patética de censura. | A Polícia desfez o que tinha feito na véspera com o argumento de que a capa “reproduz uma obra de arte”, como se a arte fosse incompatível com a pornografia. Mas a caução artística seria, em si, insuficiente – não funcionaria da mesma maneira para uma obra de arte contemporânea e para um artista não consagrado – se não tivesse sido invocado o estatuto canónico do quadro, que lhe é concedido pelo nome do autor e pelo lugar onde se encontra exposto (o Museu d'Orsay). O olhar censório da Polícia – condenável, é certo – responde de maneira mais exigente ao quadro de Courbet e presta-lhe mais justiça do que o estetismo desta argumentação: “O artístico e o estético não podem ser confundidos com o pornográfico.”» António Guerreiro, «Ao pé da letra»,Expresso-Actual, 28.2.2009. |
«[... P]articularmente agora, num tempo em que uma coisa é mostrada vezes e vezes sem conta[,] não mostrar é uma espécie de objecção, uma objecção a esse enorme mostrar. Os filmes pornográficos não são a única representação do porno. Quando uma cirurgia de coração aberto aparece no nosso ecrã, trata-se de pornografia. Ver coisas que não são supostas ser vistas equivale à experiência da pornografia. Talvez seja uma forma de objectar, uma reacção aos filmes que mostram tudo.» | «[... P]articularly now, a time when something is shown again and again and again[,] not showing is a kind of objection, an objection to that amount of showing. Pornographic films are not the only representation of porn. When an open heart surgery is on your screen, it is pornography. Watching things which are not supposed to be watched amounts to the experience of pornography. Maybe it is a means to object, a reaction to films which show everything.» Abbas Kiarostami, a propósito do seu novo filme SHIRIN, na Offscreen |
Ao pé da letra #36 (António Guerreiro) «Falta à Esquerda pensar a questão do trabalho Nas circunstâncias actuais, parece indiscutível a frase tantas vezes repetidas de que “o pior é não ter trabalho nenhum”. Razões pragmáticas justificam este realismo incondicional, mas no plano teórico é bem visível que a Esquerda, de quem se esperaria um pensamento sobre a questão do trabalho, não consegue ir além da visão marxista: o homem alienando-se num processo de produção que o reifica. | Sobre o trabalho, o que se escreveu de mais significativo no século XX devemo-lo a Weber e Hannah Arendt, que critica Marx por este não fazer a distinção entre trabalho e obra e por não ter reconhecido que o homem é, por necessidade, um animal laborans. Recentemente, André Gorz formulou o prognóstico do “fim da sociedade do trabalho”. Mas a esquerda não tem teoria sobre esta matéria e continua vinculada ao pragmatismo que se demitiu de pensar. Deveria prestar atenção ao conceito de ‘inoperância’, introduzido pelo filósofo Giorgio Agamben: a inoperância não como uma passividade mas como a actividade que torna inoperativas as operações económicas e sociais. A arte responde a esta condição e por isso ela é constitutivamente política.» António Guerreiro, «Ao pé da letra», Expresso-Actual, 21.2.2009. |
O espectador ocioso #10: Cobertura fraterna
Prosseguindo as minhas modestas observações etológicas na sala de cinema... Devo instruir os mais distraídos acerca do facto de que a projecção de filmes mudos não musicados é dos contextos mais ricos para analisar as variantes embaraçosas do comportamento do espectador de cinema. O que é apenas natural, dado que, no assim exagerado silêncio da sala, todos os pequenos ruídos corporais ganham uma dimensão profunda, como se dissessem respeito aos veneráveis mistérios da existência, que como se sabe apenas se manifestam em tons graves. Um mudo de 1933 do cineasta japonês Mikio Naruse foi o pretexto para um verdadeiro concerto, um acompanhamento extremamente elaborado, uma instrumentação requintada de ruídos de estômago ou da barriga, vá-se lá distinguir, do espectador sentado ao meu lado. É sabido que nunca se deve ir para uma sala de cinema com fome. E, se se tem o azar de ir para um filme mudo com fome, então está tudo perdido! Mas este espectador, de ar já maduro, de quem sabe por onde anda e o que é suposto fazer, estava ainda assim visivelmente embaraçado e não com aquele à-vontade desavergonhado que a sabedoria amnésica da idade concede aos que a mereceram. | O homem bem se contorcia ou se posicionava hirto, à vez, que nada suprimia aquele ronco do seu corpo insatisfeito com o desinteressado fruir estético. E o filme nunca mais acabava. Devo dizer que conheço bem aquela sensação, de ocasiões em que incauto caí na mesma circunstância de profunda vergonha com a expressão sonora involuntária. Foi por isso tão bom experimentar finalmente a solidariedade entre os homens, a comunhão fraterna no embaraço. Há muito que não me sentia entre irmãos políticos como nesta sessão. De cada vez que o ronco do espectador a meu lado se levantava, eu ou me contorcia ruidosamente na cadeira, ou suspirava bem alto, ou mesmo tossia sem vontade, o que um ouvido atento teria percebido facilmente. Nem sei se o espectador a meu lado terá ou não reparado no repetido gesto solidário da minha cobertura sonora. Também não lhe procurei fazer notar duplamente. Pouco importa essa consciência obediente, que seria meramente acessória, sem nada de fundamental acrescentar. A minha presença naquela sala era agora principalmente destinada a cobrir o embaraço do meu irmão espectador sentado ao meu lado. E o filme, qualquer que ele fosse, na sua imensa generosidade cinematográfica, não iria concerteza desprezar o seu embaraço e a minha cobertura fraterna, tornados inseparáveis e canto agora único da humanidade. Não é nestas coisas pequenas que se a encontra? |
Ao pé da letra #35 (António Guerreiro) «A história como narrativa Kitsch é algo anestesiante A propósito da série da SIC sobre “A Vida Privada de Salazar”, poderíamos recordar uma frase de Gramsci – “A História é sempre contemporânea, isto é, política” – se o objecto em causa tivesse alguma coisa a ver com a História. Sabemos como a reificação do passado, isto é, a sua transformação em objecto de consumo, neutralizado e recuperado pela indústria do espectáculo, se tornou um filão que se manifesta nomeadamente na vaga do romance histórico que invadiu nos últimos anos as livrarias. | Mas esta série – nauseabunda, por um lado, e ridícula, por outro – poderia servir de pretexto para pensar o quanto falta, em Portugal, uma memória trágica das representações colectivas do passado, tais como elas se forjam no presente. Em contrapartida, abunda a memória épico-mítica. Esvaziada de todo o elemento trágico, nunca ela é ocasião para o trabalho de luto e para a catarse. Percebemos isto muito melhor se conhecermos um pouco da cultura dos países da Europa Central. Assim, “A Vida Privada de Salazar” acaba por ser, involuntariamente, uma paródia do uso público da nossa história, tal como ele tem sido feito. O trágico foi substituído pelo Kitsch.» António Guerreiro, «Ao pé da letra», Expresso-Actual, 14.2.2009. |



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